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Apenas 8% apenas entenderam o que representou a presença da Fabiana . A Dona do Jogo.Aquela que foi acusada de teatral, centrou nisso o disfarce pro seu jogo. Merece destaque, sim, por uma questão de justiça. Afinal, falamos tanto da Laisa, enquanto ela esteve em observação. Ela era Praia. Carregou a planta Kelly o programa todo e ninguém teve a astúcia de entender sua estratégia. Como também não entendeu que ela seguiu a cartilha da Praia. Fabi jogou em parceria,  quando lhe foi conveniente, sim, num grupo em que a aliança foi conveniente. Soube dramatizar e fazer crescer seu jogo. Foi sozinha pra final porque ela quis. E se foi grande a diferença, não é problema dela. E valeu a pena: ultrapassou a cota de prêmios de todos os participantes, senhores! Foram R$ 150.000,00, 3 carros, uma moto, R$500,00 mensais em compras por um ano e os R$500,00 por semana no jogo.

Não se pode culpar alguém que soube aproveitar as oportunidades e, principalmente, por se safar da burrice alheia. O primeiro momento se deu quando dirigiu o carro pro Jonas ser anjo e recebeu a imunidade dele. Não ganhou o carro, ganhou a imunidade.  Depois, com a liderança,  Laisa, ainda próxima de Kelly e Fabi e João Carvalho, indicou a Mayara. Foi a Selva pro paredão, ao mesmo tempo que a Selva arquitetou contra o JM, imunizado pelo Fael, que foi em seu lugar. Ela entendeu isso, sabia que era alvo e enfrentou o Ronaldo, na liderança da Renata. Não escapou, sabia que estava na reta. Foi o único momento em que o público poderia tirá-la. Momento em que ainda não havia como se aproximar da Selva. Não tinha motivos pra contra-ataque.Voltou, reverteu o voto da Renata e votou no Yuri, tendo o grande feito de salvar a Kelly (alvo da Slva, traída pelo Rafa). Este foi o paredão mais inteligente de todos. Aquele em que todos se movimentaram. Ela só conseguia influenciar a Kelly (alvo da Selva). A burrice do trio masculino da Praia era emparedar o melhor amigo da Laisa, havendo chances de ela ter que desempatar. Fabi não sabia que a Kelly era o alvo, achava que fosse ela, e adotou a melhor estratégia: votou junto com Kelly no Yuri e fritou o João Maurício. João Carvalho também brilhou na votação pra se salvar.

Depois que a Laisa foi líder, houve a famosa prova da Honda, e Fabi disputou a liderança com Fael, Yuri destituído. João Carvalho havia virado alvo em seu lugar. Fael emparedou a Laisa, e João tacado no paredão. Pra bom entendedor, o jogo estava delineado. Selva estava mal vista. Ela,então, reverteu mais uma vez a situação, e diante de disputa com Jonas, foi líder e tacou Rafa na parede.Depois, facílimo, votou na bola da vez, Renatinha, quando Yuri foi líder e indicou João Carvalho. Renata conseguiu a liberdade, João Carvalho foi pra Praia. Em seguida, liderança de Kelly, cedida por ela, em prova de resitência. Ela indicou o Yuri, a casa tacou  João Carvalho. Monique foi o último anjo. A Praia óbviamente teve que emparedar joão Carvalho.  Yuri sai. Jonas é o novo líder na prova do Omo e esta foi a última vez que Fabi correu risco. Burramanete, o que lhe custou o terceiro lugar, em vez de Monique, ele escolheu Fabiana pra salvar e indicou João Carvalho.

Da 11ª liderança em diante, Fabi passa a ter que jogar por si e começou a faturar todas as lideranças conscecutivamente e emplancando todos os adversários, sendo a grande vencedora da Praia.

Toda esta trajetória envolve apenas os passos dela no jogo nas lideranças e votações. Jogou certo, votou certo, defendeu, enquanto pôde, a Kelly, sim, verdade, e está aí o porquê de ela ter sido a melhor jogadora de BBB de todos tempos.          

E não pense que o Jonas, Kelly ou Monique mereciam mais pra desaboná-la, porque os resultados mais do que óbvios provavam que o Fael seria o campeão. Todos brigavam pelo segundo lugar, quando ela ganhou as lideranças da etapa final. Ela tinha que se desvincular da Praia e fazer jogo solo. Poderiam os três terem feito algo por si, mas não fizeram.

Parabéns, Fabiana! Você ganhou sua vaga na final merecidamente. Burros são aqueles que não sabem que estratégia só existe e é válida quando os adversários não a descobrem. 

 

Shadowing

O Big Brother do Reino Unido é tido como o melhor do mundo. Lá, eles chamam de experiência cada edição. E é exatamente isso que o BB é. As pessoas ficam confinadas e são induzidas por interferências externas e, a partir delas, vão respondendo no comportamento e na idéia de ética que vão desenvolvendo. O que se vê ali, não é o que existe aqui fora. E o que se assiste, não deve ser objeto de identificação, mas de análise.

O Big Brother Brasil é um programa de tipos. As pessoas não analisam; buscam identificação. Elas constroem personagens que as representam. E, como se vê nesta edição, não, necessariamente, existe uma representação de fato, mas aparente.

Quando o Fael entrou, ele logo se diferenciou. Aparência humilde, chapéu de boiadeiro, interiorano, nunca havia saído da cidade do interior. Embora ele não seja pobre, nem ignorante (é veterinário), sua aparência é a mesma das pessoas que são assim. Imagine como é vista uma pessoa do interior: deslumbrada com  a cidade grande, ingênua, arredia, medrosa, aprendiz da vida, não dos livros. A mão calejada do Fael se deve 'a prática do esporte de laço comprido e dos rodeios dos quais ele participa. Sua ética de veterinário permite que exista um discurso defendendo que gatos nunca sejam castrados e que as rinhas, mesmo proíbidas, são excelentes espetáculos apresentados de forma camuflada, mesmo sendo crime. Tudo que o Fael é, sua figura na TV não permite o que deveria ser o principal motivo de sua presença num reality: ser objeto de análise. A imagem que lhe foi atribuída é aquela que têm as pessoas marginais na sociedade. E, por marginal, entenda-se, à margem do que é comum.

Pra pessoas comuns, ver um "diferente" dentro da casa, no meio de iguais, é uma chance de torná-lo diferente do que ele realmente é e trazê-lo para o comum. Como se o "ser diferente" se devesse à falta de oportunidades que ele teve na vida. Estão aí, várias edições em que sorteados foram vencedores sem constituir nenhuma história no programa. E o Fael é mais um deles. Não tem trajetória e não tem merecimento, mas ele foi escolhido por aquilo que que ele figura. A trajetória reta que o Bial mencionou significa que ele entrou e sairá da mesma forma. Não viveu a experiência. O público também não vive a experiência, tampouco a analisa. Não se identifica, apenas escolhe, e, na mesma escolha, permanece. Isto descaracteriza totalmente a idéia de experiência do reality.

Nem deveria ser considerada a vida do participante do lado de fora, apenas sua vida dentro do confinamento. A do Fael sim, porque tudo que ele fala é o oposto da imagem que as pessoas fazem dele. Por si só, ele sempre disse que não é o que parece. Isso foi completamente irrelevante para quem assiste. Como naquele ditado espanhol: "qualquer um prefere crer a ter que julgar por si mesmo". Este foi o critéiro utilizado pra todos aqueles com os quais poderia existir identificação, pra se deixar justamente aquele que nunca fez por merecer a experiência.

Parabéns, Fael, pelo milhão! Por aquilo que você parece, não pelo que é. Parabéns ao público por fazer aquilo que quis, e teve  o programa que mereceu! 53 é nosso palpite no jogo do bicho.

E chegou ao fim o BBB da maracutaia, o BBB da "humildade dos espertos", como disse o Bial no discurso da semi-final. É normal acusarmos a produção do programa de fazer maracutaia quando nossos prediletos são eliminados e os que achamos ruins ficam para a final, mas não há o que discutir em relação à falta de bom senso e critério na condução das provas do líder. 

Primeiro, foi a prova da liderança Honda em que os cartões continham informações erradas. Que culpa o Yuri teve? Ao meu ver, o mais sensato manter a liderança ou então, refazer a prova desde o início, pois nunca saberemos se a carta do Fael ou a da Kelly estava com as informações corretas! Absurdo. 

Depois foi a prova Fiat Grand Siena que deixou muitas dúvidas na mente do telespectador mais observador, pois Bial foi bem claro que a prova teria duas partes e que o vencedor da primeira parte ganharia um carro e FARIA TODA A DIFERENÇA na segunda parte (ele disse exatamente estas palavras) e no entanto, a segunda parte da prova não teve relação nenhuma com a primeira. Não entendemos porque quiseram dar dois carros no mesmo dia, sem nenhum motivo importante. 

Por fim, na última prova do líder, vimos Bial escolhendo as bancadas para os participantes. "Se posicionem nas bancadas por ordem alfabética, Fabiana, você fica na bancada da esquerda..." Não seria mais lícito que as bancadas fossem escolhidas pelos próprios participantes? Bial sempre faz o teste para ver se os botões funcionam e nesta prova, este teste não foi feito. Além do mais, a bancada da Fabiana acender a luz sem que o botão fosse tocado gerou muita polêmica nas redes sociais.

Numa final tão importante, o desleixo nas provas é inadmissível!

Preferimos provas de resistência pura e simples e provas de sorteio de bolinhas. Ou quem sabe poderiam ter feito a clássica prova da pilha duracel (duracel, duracel, alcalina, duracel, alcalina, alcalina) ou aquela prova da Super Bonder. Pôxa, estes patrocinadores fizeram falta nesta edição, não é?

Só pra concluir porque o boteco tá cheio e o garção tá demorando a trazer a conta, não temos interesse nenhum em assistir a VALSA dos finalistas, tá Bial?

É que a Renatinha ficou e tem festa na Selva!!

Quando chega a última semana do programa, normalmente, eu sempre faço um post sobre a dinâmica do jogo, mas houve uma antecipação, nesta edição, pois, com a eliminação da Selva, a narrativa foi encerrada. Não existe contraponto, nem mesmo destaque individual, para  o grupo Praia a ponto de conseguir construir uma narrativa ao longo do programa pra um participante. E mencionar a Selva agora, seria redundância de vários posts anteriores, tendo em vista, que cada integrante da Selva teve protagonismo, eu um ou vários momentos de sua participação.

Ontem, Kelly foi eliminada com 57% dos votos. Isto significa que as chances do Jonas vencer não são nada satisfatórias. Kelly foi uma planta no BBB. A única coisa que representou, foi um voto a mais da Praia. Jonas foi o contraponto  da Selva. É sem dúvida, dos três participantes, aquele que esboçou uma trajetória, e o que merecia vencer. Depois, viria a Fabiana, os dois na final, seria aquilo que eu consideraria justo nas atuais circunstâncias.

Enquanto Fael, já se declara campeão do BBB, postarei a visão dos selvagens, sobre a eliminação, o que resume bem o que ser participante de Reality. foi postado no Big Blog.

 

RAFAEL 

“Eu errei em não medir a força das palavras que usei nas discussões. Devido ao estresse do confinamento, em um dado momento, eu já não conseguia mais ser simpático, pois já estava de saco cheio. Talvez, se tivesse formado um casal com a Monique, conquistaria mais o público. Mas o sentimento que tive por ela foi de irmão.” 

 

RONALDO 

“Acredito que a Selva tenha errado um pouco no que foi chamado de combinação de votos, isso foi mal interpretado. Porém, nós movimentamos o programa. Falta emoção, ação e empolgação à Praia. A Kelly, por exemplo, passou despercebida. Até a edição do ‘BBB’ brincou que ela é uma plantinha. Só que eu prefiro ter saído do que ter sido uma mosca morta para permanecer no jogo.” 

 

YURI 

“Errei no começo, por querer jogar demais e, no fim, por me esquecer de jogar. Na briga com o Jonas, eu também me irritei facilmente pelo esgotamento. Mas não faria nada diferente, não me arrependo.” 

 

RENATA 

“Se tivesse forçado uma convivência maior com quem eu tinha menos afinidade, eu poderia ter ficado mais tempo no jogo. Eu não me preocupei em arquitetar estratégias. Se eu tivesse vivido um romance com Jonas, com certeza teria mais chances no jogo, até porque eu teria uma pessoa na Praia que poderia me defender de votos e me apoiar, mas preferi ser verdadeira.” 

 

MONIQUE 

“Erramos ao querer nos proteger. Agimos por sobrevivência e acabamos combinando votos. Isso foi malvisto pelo público. Se não tivesse feito alguns barracos, pode ser que ainda estivesse na casa. Chorei, berrei, gritei e surtei. Acho que a última discussão com Jonas fez a diferença na disputa acirrada com o João.” 

 

LAISA 

“Acabei me unindo a um grupo que não estava sendo bem-visto pelo público. Se eu pudesse voltar e fazer algo diferente, teria jogado sozinha. Eu agi da minha maneira. Se tivesse incorporado o papel da donzela indefesa, pode ser que ainda estivesse lá. Mas essa não seria eu.”

 

 

Foi pra quatro paredões e voltou, pra sair com rejeição. João Carvalho fez um jogo individual que se baseou em trair a Selva. Sabe aquela história de manter-se próximo ao inimigo? Então, foi isso que ele fez. João era da Praia, dormia lá. Ficava muito na cozinha, mas tinha afinidades com a Selva. Porque conviver -e isso Monique demonstrou muito bem- só é fácil quando se trata da Selva. A Praia é simplesmente insuportável. De assistir e de ficar lá dentro daquele quarto. São pessoas que suportam ficar no tédio porque a vida que levam é baseada nisso. Ninguém normal, creio eu, aguentaria uma vida tão inerte.

Com João foi assim. Ele não aguentava ficar até tarde acordado, porque acordava cedo pra cozinhar. A Selva fazia barulho a noite toda. Quando o João Maurício foi fazer intercâmbio lá, até o JC estava disposto a ir pra Selva, porque ninguém queria um chato lá dentro. A Praia é chata, telespectadores! Laisa voltou às boas com Rafa, pra não ter que viver com aquele povo. João Maurício era Praia, mas foi acolhido. Não foi hostilizado, como a Laisa foi, quando gritou Selva na prova do líder. "Foi injusto porque "a Praia a acolheu, e ela gritou Selva". Este foi o epitáfio do JM, porque, na liderança da Laisa, que indicou o Jonas, ele vazou (tarde). E veja que foi algo sensacional. Renatinha fez a Selva mudar o foco da Fabi pro João Maurício. Burramente, combinou votos no JC, foi traído pela Kelly e Fabi, e, mesmo com o voto truncado do Rafa, a Selva armou o paredão.E o João Carvalho, 3 dias acorrentado ao JM, pra sair do paredão, votou nele. JM não soube perder. Eu acho que esta foi a grande jogada do JC no jogo. Um verdadeiro trabalho em equipe com a Selva.

Depois do João Maurício, foi a vez da Rainha Laisa. Primeiro paredão do João Carvalho e sua sina de instrumento praiano pra eliminar a Selva. Ficou com 88% dos votos.E veja que, neste momento, ocorreu o maior erro da história do programa: a anulação da liderança do Yuri.  Foi injusta, inoportuna e definitiva pro fim da Selva. E Laisa era amiga do João Carvalho. Saiu, ele nada mais teria a fazer, senão trair a Selva e "cambiar" pra Praia.

Pra ele, foi fácil iniciar a transição, porque ele tinha vínculo afetivo com os selvagens e era de total interesse deles cooptá-lo. Aí, ele põe o Yuri no paredão. Fabi indica Rafa. Rafa é eliminado. E ele ganha a ira do Yuri , sendindo-se traído, tendo em vista que JC prometeu que NUNCA  votaria nele, e, não só votou, como também o tirou da Prova do Líder, mesmo sabendo que ele era alvo da Praia. Se não fossem os anjos que Yuri recebeu, ele já estava fora da casa há tempos.

No seu segundo paredão, ele enfrenta Renata. Ele foi indicado pelo Yuri. Foi posto contra ele tudo que ele fez contra a Selva. Surtiu algum efeito, porque Renata saiu com 66%. E, aqui, interrompo pra ressaltar que, apesar do crescimento do Yunique, muitas pessoas que torciam por eles, fizeram o #ForaRenata. Isso que foi o erro. Renata tinha torcida e se viu sozinha contra a Praia. E foi eleiminada com o melhor dicurso feito pelo Bial, todo dirigido ao público.

Os terceiro e quarto paredões foram sequências armadas pela lista da Praia. Lideranças de Kelly e Jonas. Yuri, saindo com 51%, Monique, com 52%. Acabou a Selva, ele passou a ser o nome da lista negra. E saiu com 86%, por pouco não ultrapassa a adversária do primeiro paredão.

A estratégia do JC foi de sobrevivência no jogo. Ele foi muito bem, saindo em quinto lugar.Mas fez tudo isso, dando rasteira na Selva, e literalmente eliminou seus aliados por conveniência. Não foi pra ganhar, foi um jogo sem escrúpulos,  como ele mesmo disse, mas funcionou muito bem.

 

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A grande questão da desunião praiana é justamente o fato de que, pra eles, foi fácil o BBB. Tinha o público a favor deles. E, de um grupo fraco, sem carisma,desunido e desinteressante, tornaram-se favoritos,sem oferecerem antagonismo.  Não houve de fato Praia X Selva, porque o público se posicionou contra a Selva antes. Não há que se falar em um antagonista sem que se forme antes o protagonista. E a Praia não protagonizou, não liderou, não fez a narrativa. São meros coadjuvantes que simplesmente estão inertes ao jogo. O vilão reconhece o herói e se posiciona contra. Praia x Público. Herói é a Praia, público, o vilão. Pelos discursos do Bial, direcionados ao público, sempre ratificando a injustiça de suas decisões, é demonstrado esse papel de vilão que  o público assumiu. O Bial é o entreposto. Sua função é justamente a de mediador. Seus discursos de eliminação são a sentença.

Veja que hoje o protagonismo está com o João Carvalho. Fael é mero coadjuvante que o público abraça por ser praiano, mas não teve, em nenhum momento, o papel central do jogo. E também pela aparência de simples, bom moço, inocente e "coração nobre". Desprezo totalmente o jogo pra fora. Não existe comprometimento. Falar para as câmeras, ficar fazendo jogo de cena, é definido como apelação.

Jonas teve vários momentos em que esteve no centro do programa dentro da Praia, óbvio. E, contra qualquer membro da Selva, foi antagonista. A estratégia principal do jogo do Jonas foi justamente desestabilizar emocionalmente aquele contra quem firmou sua oposição.Não foi vilanizado porque era da Praia, perante o público, somente. Da mesma forma que o João Carvalho, embora com características que sempre foram reprováveis, foi absolvido por ser da Praia. E, contra o Fael, deve sair com rejeição, porque o Fael é o escolhido pelo público como seu representante. É um jogo muito interessante o do Jonas, porque ele se apresenta em dois papéis: o de vilão, perante a Selva e o de herói, perante a Praia, uma vez que ele liderou o movimento da Praia contra a selva, a partir do momento que fez com que eles percebessem que deveriam combinar votos no Ronaldo. E, como toda a Selva foi eliminada, ele tem o protagonismo dentro de seu grupo.

Ontem, a Fabiana dramatizou efusivamente sua indicação e seu desempate. Foi realmente difícil escolher seu posicionamento. Ela teve que escolher entre Fael e Kelly. Ela poderia evitar, indicando o Jonas, e ele facilmente enfrentaria o João Carvalho. Mas não quis, como líder, indicar alguém da Praia, o que ratifica sua condição de coadjuvante. Era o momento de ela se posicionar. Agora, ela vai rumo ao 3º lugar. Uma vez apontando pro Fael, além de salvar o Jonas,ela vira segunda opção do Fael. Salvando a Kelly, ela a mantém aliada. Kelly indicada pelo próximo líder, não escolhe a a Fabi. Mas poderia ter sido bem mais esperta, firmando dois aliados contra o Jonas.

 

Desta forma, ranking do milhão, com base no merecimento e trajetória no programa, é:

1- Jonas

2-  Fabi

3- Fael

4- Kelly (sobrou)

 

 

Há um certo charme de ser eliminado nesta edição. A guerra já estava perdida. Ser selva virou  justificativa pra se votar contra, e nunca se viu tanta dignidade em cada eliminação, porque dignidade é uma característica de seres humanos. A Selva foi o grupo mais humano de todas as edições do BBB. Pensando por um lado, se um deles chegasse à final,e vencesse, como, talvez, signifique a menor rejeição dada a Yuri e Monique, significaria que não foram visto da mesma maneira que os outros. Ali, havia identidade, integração, unidade. Eram pessoas afins. Pessoas que formaram um vinculo afetivo e que sentiram as saídas umas das outras. Toda eliminação de alguém da Selva teve uma dramaticidade.

Era o quarto mais disputado, mais alegre, mais vivo e representativo do que é um reality. Apenas Renata voltou de um paredão, e teve "jungle party" porque ela ficou. Como foi suada essa vitória. O quarto todo ficou o tempo todo junto dela, se abraçavam, se emocionavam, porque eles achavam que ela poderia sair. Ela voltou, e este tipo de emoção só lhes foi dada uma vez. Foi a única batalha que eles venceram.

Depois, foi a Mayara saindo. Todos choraram. Em seguida, Ronaldo, Laisa, Rafa, Renata, Yuri e, finalmente, Monique. Eles ficaram no jogo aguardando a vez. Renata chegou pra Monique e disse "amiga, eu vou pro paredão amanhã. Se eu sair, eu vou ficar feliz porque você ficou, e eu vou torcer por você e  Yuri". Achei isso tão bonito. Em nenhum momento, eles perderam essa identidade e a coragem de se assumirem, e torcerem um pelo outro.  É você saber que é a sua vez e encarar. A Renata é especial pra mim, porque ela representava mais a humanidade da Selva. Foi aquela que mais se jogou no programa, mais se expôs. Ela movimentou. Ela tinha uma presença de espírito, altos e baixos consigo mesma. Ela foi pra lá se divertir e o fez. Ela era quem mais acreditava naquilo que eles construiram no programa. Yuri e Monique tentaram transitar para a Praia, também, por sobrevivência no jogo. Renata,não. Ela chegou a dizer: "Não vou ficar forçando simpatia. Eles não têm nada a ver comigo".

Medo na Selva só existiu de fato nos primeiros paredões, depois virou coragem. E o mais bonito de você partir, é mesmo deixar saudades. Ser constantemente lembrado pelos que ficaram. João Maurício saiu, ninguém dos seus "amigos" falava dele. Falavam muito mais dos outros da Selva. Rafa, antes de ser emparedado, e sair tão rejeitado pelo público, teve conforto nos sentimentos da Renata e da Monique. Yuri teve a sensação de ver a alegria da Monique ganhar o anjo só por ter a oportunidade de imunizá-lo. E ainda teve Laisa transformando o Poder Supremo em anjo pra salvá-lo no programa. Tudo isso é tão nobre, e também tão humano.

Muito obrigado, Selva, por terem escrito a história do programa! Pelo protagonismo de cada um dos seus integrantes. Pela representatividade. Cada um de vocês teve a dignidade e  o status de campeão e não perderam para si ou para os adversários. Perderam pra intolerância que cegou o público. E intolerância é uma forma de violência que não se justifica por si mesma.

E o que se aprende na vida é que a diferença entre o herói e o vilão é que, ao herói, é ensinado a olhar pelos outros, e o vilão se vê obrigado a olhar pra si por não ter quem olhe por ele. Vocês aprenderam, por si, a olhar uns pelos outros. Não foram fabricados heróis, formaram-se heróis, e só são vilões, por terem sido negados pelo público.


 

Primeiro, música pra alavancar as votações:

Acredito que ninguém ligou muito pra Noemi e Fael porque havia Monique. Nossa Phoebe segue na arte de dizer verdades na cara. Tudo leva a crer que ela vá ficar hoje. Ela, o contraponto, aquela que protagoniza a edição. Jonas segue fazendo aquilo que faz desde o início do programa. Fez com a Renata, agora, com o seu "amor" Monique: subestimar  uma mulher.

Daí, que ela, bêbada, resolveu perceber que Jonas não fica com emparedadas e faz aquele velho jogo de aparências.Fica mais que subentendido que ele quer a monique eliminada, que a indicação no João Carvalho se deu justamente porque ele não gostaria de ser mal interpretado por indicar diretamente a Monique. Na visão do público, nunca que isso seria interpretado como indicar indiretamente.

A ação do Jonas simplesmente denunciou que ele faz a estratégia de se afastar de quem ele acha que será eliminado. Especialmente as mulheres. O que foi sensacional na reação da Monique, foi esfregar na cara dele o que ele faz com as pessoas: desestabilizar emocionalmente. Jonas é muito preocupado com a aparência. E, obviamente, uma mulher dizer que a única coisa que ele faz com ela, pra aparecer na edição, é uma merda, além da falsidade da proximação dele ser evidenciada, denigre a sua masculinidade.

 

"É que nem o Yuri falava: beleza não se leva para lugar nenhum. E ele só tem beleza para levar, porque só quer cuidar da imagem dele e do que ele fala".
"Uma pessoa que é um robô, que cuida do que pensa, do que fala, do que respira, eu não quero que ganhe."
"Tô falando de ti sim... Que você só se preocupa com tudo o que você fala, tudo o que você acha, tudo o que você pensa, tudo de tudo... Eu vou sair porque não penso em nada. Eu sou isso aqui, ó! Eu sou essa com uma maquiagem borrada, com a calcinha para fora...".

Aí, vem aquela desculpa:"não me envolvi". Envolvimento é uma palavra que o Jonas não conhece em relação a ninguém que ele tenha conhecido no BBB. Nem ao Fael, muito menos no paredão do JM. Ele é uma pessoa que faz parte da Praia. Praia é tipicamente formada por pessoas que se preocupam em não se queimar com o público.

Com a Renata, ele tentou, mas foi ela quem deu um basta e foi pra outro. Com a Monique, ele tomou nas fuças. Para o público, isso não fica tão evidenciado, porque ela é errada por ser Selva. E o público não percebe que o Jonas faz esse jogo de propósito, enquanto a Monique fez, como tudo que ela faz, de forma espontânea.

Defnitivamente, essas mulheres do BB12 não são o tipo que o Jonas costuma lidar.

Monique, You're not officially dead, You still have a heart. Provando para as pessoas que a Selva transforma qualquer praiano em coadjuvante. E protagoniza em cima de qualquer Gran Hermano. Lá e aqui.

Boom

 

Quando eu tinha 16 anos, eu lia a Época toda semana. Era tempo de vestibular e eu gostava muito da revista, muito melhor que a Veja. E a Época estava no comecinho e tinha uma coluna da Maitê Proença. Coluna que virou livro, inclusive, e, diga-se de passagem, ela escreve mutíssimo bem. Esta mesma coluna tinha diversos tipos de artigos, que ela publicou num blog, e um deles chamava-se "Matei por amor". Eu o tenho guardado até hoje porque tem uma das coisas mais legais que já li: "Não há nada mais primário e mais mesquinho do enxergar os atos alheios pelo ângulo exclusivo da acusação. Antes de dizer 'fulano fez mal à minha filha', pense antes: 'minha filha fez mal alguém'".

Eu fiz vestibular pra Direito e sou advogado. Sou viciado no BBB, e este especialmente tem sido o mais interessante de todas as edições porque ele traz repercussões pra fora da casa. Foi um BBB, do qual se viu muito mais exposição do público. Implacável na hora de votar e bombardear a Selva de críticas, não se preocupou com o contexto do programa e. de forma crua, distribuiu barbáries. E este blog não é um blog de defesa da Selva, mas um blog que entende o que significa um reality e percebe as pessoas que o integram.

Se eu escolhesse, seriam 5 da Selva e 1 da Praia, não o inverso. E, ao contrário de muitos blogs a favor da Selva terem desistido, eu e minha parceira de blog também, nos mantivemos postando justamente pelo fato de que se precisa tentar fazer as pessoas analisarem ambos os lados. Tentar defender primeiro,antes de acusar, porque o que eles não têm ali, é justamente uma defesa. Antes eles sabiam as porcentagens do paredão, hoje, eles fazem o jogo mais pra dentro.

Ao que se vê nas enquetes, a Monique deve ficar. Eu ainda não tenho certeza disso. Eu achei atéo último momento que a Renatinha ficaria. E tomei 66% nas fuças, porque foi o Yuri que indicou o JC. A rejeição da Renata se deu porque o Yuri é rejeitado, e o público jamais votaria na pessoa que ele,como líder, indicou. Vi Laisa, Ronaldo, Renata, Yuri saindo pensando que qualquer um deles poderia levar  o prêmio. Todos rejeitados. Ok, Yuri não foi, porque JC resolveu encrespar com o Fael, que, desde o início é favorito. Nenhum praiano quer Fael x Jonas.

A indicação do Jonas não foi tão inteligente porque ele poderia salvar a Monique. Ele é um cara que só está preocupado consigo mesmo. Cria conflitos, e sai rindo. Ele seguiu direitinho a arte de quebrar a Selva. Se ele tivesse indicado a Fabi, daria a ela a chance de escapar do paredão. Empatariam JC e Monique. E ele não se importa com a Monique, seja na convivência ou na dinâmica do jogo.

Eu defendo Monique até a final, pelo papel e pela complexidade dela no jogo. Espero muito postar sobre a permanência dela,mas deixando claro que auma eliminação do JC seja muito mais, no público, um efeito da indicação ter sido do Jonas líder.

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